É incrível quando nos deparamos com acontecimentos, que não aparecem por acaso.
Sempre fui uma pessoa muito religiosa - nunca frequentei igrejas - e sempre acreditei nas coisas que pude sentir e conferir, coisas que não precisavam existir visualmente ou até mesmo serem materializadas; coisas que meu ser, meu espírito, de alguma forma sente.
Sentimentos como amor, amizade, esperança, carinho, afeição, são exemplos claros de coisas que não acreditava; não acredito por completo ainda, mas consigo compreender a sensação de senti-los de verdade.
Existe uma força muito maior - que muitas pessoas "pensam" que acreditam - chamada Deus. Alguns acreditam que essa forma é denominada por "Jeová Deus", outros, acreditam que seja apenas "Deus", alguns chamam de "Senhor" ou até mesmo "Pai". Mas qual será o verdadeiro sentido dessa força? Aliás, quem sabe se realmente esse seria o nome dele, ou se isso é realmente uma força?
Também existem as pessoas que creem na força pessoal, conhecida como "Poder Universal". Esse título, leva à crença de que nós, seres humanos, possuímos um poder magnifico e poderoso capaz de mover objetos e mudar os acontecimentos, tudo através de nossos pensamentos e sentimentos.
Bem, todas essas são as possibilidades de sentimentos, coisas que podemos acreditar que sentimos, quando na verdade acreditamos apenas na imagem criada na nossa cabeça, confundindo-a com o real sentimento.
Hoje, dia dezesseis de agosto do ano de dois mil e doze, pude sentir realmente o que é sentir um sentimento. Lembrei-me de que várias vezes pensei ter sentido o que senti hoje, mas havia me enganado. Lembrando-me do sentimento, do exato momento, constatei que nem estava próximo da fonte que causou o tal acontecimento e muito menos presente no mesmo local que eu, mas bastou um pensamento, uma palavra, e pude sentir, não dentro do meu corpo mas sim muito além da minha carne, algo muito distante das palavras de um ser humano, algo muito inalcançável para meus meros graus de conhecimentos.
Quando a imagem que eu mais temia tomou conta dos meus pensamentos, o sentimento tomou conta do meu ser e nesse mesmo instante não pude conter a linha de água salgada que escorria rasgando minha face abaixo, não era apenas o medo de perder uma pessoa. Era o medo de perder uma parte de mim.
Então lembrei-me de uma vez em que estava sozinho no fundo do meu quintal, quieto, perto das minhas mascotes olhando as estrelas que brilhavam muito forte no céu. Lembrei do quão satisfeito estava com as coisas ocorridas ao longo do meu dia, e em voz alta - porém baixa - sussurrei ao vento:
- Obrigado.
Neste mesmo instante, não ouvi nenhuma voz responder ao meu agradecimento porém puder sentir em meu ser, não me no meu corpo carnal e sim no meu corpo espiritual, uma grande satisfação e felicidade, como se eu soubesse que alguém havia me ouvido e, ocultamente, respondido ao meu agradecimento.
Mas neste ultimo caso ocorrido, não senti satisfação, senti um grande desespero e medo.
Nunca tive tanto medo de perder uma coisa, mas nesse caso o medo me corroeu e tomou conta do meu coração.
Senti uma dor profunda e recebi a notícia.
Sempre amarei você, onde estiver Meg.