É difícil desvendar-te.
Não me canso de tentar
Dá-me a venda, feche os olhos
Porque vamos caminhar.
Na intensa escuridão
Que se encontra o meu pensar,
É o cravo, é o seu cigarro, é seu canto, é seu pomar.
Caminhando, lá vou eu, sem destino a chegar
Com a venda, homicídio,
Dá-me a venda, quero entrar.
Sigo cego pela via
Vendo a trilha sem cessar
Um trem bala, um pavio,
Pronto pra descarrilhar.
Bem de leve sinto o choque
Mãos macias a tocar
Entrelaçam-se e se enroscam
Se seguram,vão dançar.
Se não vejo, eu não via o trajeto que traçamos
Com os pés em grãos de areia sinto o cheio do oceano
De mãos dadas enxergamos o que tanto arquitetamos:
Nós trocamos nossas vendas
Porque juntos,
Afundamos.
Leandro Hiroshi Sakai
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